ALINHAMENTO ESTRATÉGICO: PESSOAS E ORGANIZAÇÕES

ALINHAMENTO ESTRATÉGICO: PESSOAS E ORGANIZAÇÕES

As atuais difíceis condições de vida levam o indivíduo a desenvolver estratégias especializadas de ação para conseguir uma posição no mercado. O acirramento da competição e a diminuição da oferta de vagas no mercado de trabalho tradicional caracterizam um ambiente social tenso e excludente.
 As incorporações de novas tecnologias aos processos produtivos e gerenciais demandam nova formação profissional. A interpenetração maciça de valores culturais heterogêneos, de interesses econômicos diversos e a disseminação conflituosa de padrões comportamentais globalizados produzem uma cultura gerencial multidisciplinar e contraditória. Além de imprimir nova dinâmica às relações sociais, configuram uma cultura organizacional tensa e multiforme.
As profundas mudanças estruturais que se verificam em, praticamente, todos os setores do mercado revelam desníveis marcantes entre a oferta da força de trabalho e a demanda tecnologizada.   
A incapacidade de o Estado responder com agilidade às pressões do mercado denota um imobilismo aparente; na prática, ocorrem intensos esforços organizacionais visando à minimização de tais defasagens. A estrutura de ensino tradicional é ineficaz e incapaz de produzir o saber e as habilidades exigidas pela nova economia com a mesma intensidade da demanda.
Alguns setores respondem mais agilmente, mas os resultados são tímidos. A virtualização da economia se consolida e a emergência de uma cibersociedade se mostra inexorável, embora em condições  de desigualdades sociais profundas.
O acesso democrático à informação é questão estratégica, quando considerada do ponto de vista da soberania nacional, e esta se encontra sob pressões diversas decorrentes da interconetividade potencial que a nova ordem social internetizada estabelece.
Essa condição pode gerar desdobramentos imprevisíveis, fato que requer monitoramento constante do desenrolar dos acontecimentos, objetivando criar e manter condições efetivas de competitividade.
A sociedade brasileira é contraditória e desigual e, no que se refere à inclusão digital, a situação é grave. O país precisa, para se tornar competitivo nesta nova economia,  de minimizar ao máximo os assombrosos níveis de exclusão digital que o caracteriza. Uma conseqüência marcante desse processo é a concorrência entre grupos econômicos, em nível global, e a procura por cérebros capazes de elaborarem e implementarem projetos que alterem qualitativamente o status quo. Essa competição recrudesce e estimula novas e sucessivas corridas aos mercados tradicional e virtual. Por isso a qualificação técnica, o conhecimento do mercado competitivo e a formação gerencial são estruturas decisivas para os sucessos organizacional e pessoal. Isto significa que a competição pelo sucesso se sofisticará crescentemente e variáveis vinculadas ao relacionamento humano e ao conhecimento técnico tendem a se tornar hegemônicas na nova economia.
Vivemos a era do capital intelectual, da economia do conhecimento, das universidades corporativas e da hipercompetição entre organizações de todos os tipos. No entanto, o bem mais demandado é a pessoa bem preparada, dotada de habilidades cujas ações sejam capazes de produzir impactos setoriais, por meio  da aplicação de  ideias inovadoras e de ações empreendedoras. Essa nova etapa do capitalismo requer a participação de especialistas multidisciplinares, capazes de elaborarem  novas estratégias e de agirem de forma integradora.
Estes novos líderes serão agentes de integração sócio-organizacional e estarão, inexoravelmente, a serviço da sincretização cultural, em nível organizacional.
Deverão estabelecer novos padrões de consumo e de comportamento, que se reproduzirão via massificação, primando pela originalidade; ainda que tenham alcance setorial, ou, mesmo,
local . A realidade sócio-cultural se manifesta de forma muito complexa. Entretanto, pode ser, metodologicamente, apreendida por, pelo menos, três diferentes prismas:
a) pela lógica analítica que viabiliza a capacidade da globalização capitalista encampar todos os aspectos da vida;
b) pela lógica dos que percebem a capacidade de reação e negação à força da globalização e seu impacto sobre as microrrelações sociais, reforçando a ação das culturas locais;
c) finalmente, um terceiro foco  procura entender as interconexões culturais que se estabelecem a partir da interpenetração cultural, quer de origem exógena, ou de força motriz endógena e que resultam na consolidação de novas formas de interação e situações sociais transitórias, relações sociais efêmeras, circunstanciais, cujas conseqüências sociais e políticas, no longo prazo, ainda são imprevisíveis.
Essa realidade configura um cenário que permite a elaboração de um planejamento baseado em tendências, ou possibilidades reais. O que enseja a possibilidade de se monitorar a realidade, acompanhando o desdobramento dos fatos em relação aos objetivos almejados. Para tanto, é necessário a devida competência técnica, o domínio da tecnologia adequada e o competente envolvimento político e organizacional.
Enfim, é possível analisar a realidade social sobre vários ângulos. Todavia parece ser consenso que:
1) A forma de produção do saber e de sua aplicação no mercado de trabalho exige um novo modelo, cuja aplicação gere menos defasagens entre a teoria e a prática;
2) As relações entre as organizações que produzem o saber e as que o aplicam para a transformação industrial mudarão radicalmente;
3) A tendência predominante é não haver mais essa
dicotomia entre saber teórico e o conhecimento aplicado.
A aproximação entre quem produz e quem usa o saber
é cada vez maior. As empresas se aliam às universidades, via centros de pesquisa e projetos de cooperação especiais. Universidades vão ao mercado, por meio de Fundações e Centros de pesquisa, captando recursos capitalisticamente. A concorrência para vender o saber é comercial e seu mercado é multimilionário.
Nesse novo ambiente competitivo, as formas de ensino tradicionais, que preconizam a formação de um profissional desvinculado da realidade, preocupado apenas com a produção do saber teórico e com  a reflexão crítica descomprometida com a aplicação prática, parecem seriamente atingidas pela falta de recursos e, mesmo, do interesse político para a manutenção dessas estruturas formais de ensino.
Em contrapartida, surgem – no mercado – profissionais formados por instituições privadas, cujos serviços estão mais focados no treinamento, na preparação técnica e psicológica para a competição no seletivo mercado de trabalho atual. Assim, as corporações buscam, para ocuparem seus cargos de gerentes, profissionais, geralmente jovens, bem preparados tecnicamente e poliglotas, que dominem a linguagem informacional, e têm visão mercadológica da realidade.
Precisam produzir lucros e serem capazes de trabalhar sob grande pressão para produzirem resultados concretos. Esse é o ambiente de trabalho atual, em todos os níveis.
Mesmo em áreas consideradas mais leves, como a do lazer e do entretenimento, o perfil empreendedor prevalece, pois a dinâmica do mercado é intensa e a concorrência é global em praticamente todos os setores da economia. A incorporação de técnicas de marketing às ações individuais para a promoção pessoal tornou-se uma grande vantagem competitiva em um ambiente que prima pela anonimalização e pela conseqüente luta por um bom posicionamento no mercado.
. Marketing Pessoal e Posicionamento competitivo
O Marketing Pessoal está se tornando um complemento para  a formação profissional e o desenvolvimento pessoal, mais em nível autodidático, embora muitas Instituições de ensino profissionalizante já adotem essa disciplina, ou outras com conteúdo semelhantes,  e muitos autores publiquem livros sobre os diversos aspectos do tema. É possível que em poucos anos essa disciplina, que é uma especialização do Marketing aplicado à área de RH, seja incorporada aos programas de formação de pessoas nos cursos de Administração, de Psicologia, de Comunicação, de Ciência Política e outros, em nível de graduação. Marketing significa mercadejar, fazer o mercado, estimular relações de troca, de consumo. O marketing pessoal expressa a necessidade de promover a pessoa nos ambientes de negócios, no mercado.
O conceito de mercado deve ser entendido de forma mais abrangente e exprime a realização da vida, desde a concepção até a despedida. Todos os aspectos da vida, inclusive da morte, são ritualizados pelas diversas sociedades humanas. Para isso, são constituindo negócios e ambientes próprios, com serviços e produtos específicos e adequados para a concretização desses rituais, que se manifestam carregados de sentimentos variados, configurando o complexo e diversificado  mercado do marketing pessoal.
 A motivação pessoal, pelo sucesso, é inerente à vida humana. O ser humano desenvolveu todas as capacidades possíveis para atender suas necessidades e realizar seus sonhos.
A essência do capitalismo se expressa pelo acesso ao consumo e pela exclusão ao mesmo.
 E esse sistema agora se vê diante de um dilema estrutural: como manter a exclusão ao consumo se a concorrência entre os grandes oligopólios se intensifica? Esses imensos conglomerados precisam de consumidores para seus produtos e serviços, mas para consumirem precisam de renda. O desafio maior, em tese, seria eliminar a miséria e gerar condições de consumo e não manter a exclusão ao mesmo. Mas como fazer isso?
 São características da competição atual, poderosas estratégias de sedução, visando ocupação de espaço na mente do consumidor e a busca intensa por novos prospects – clientes potenciais-, ambos são fundamentais para a sobrevivência e preservação das empresas. A possibilidade de personalização do atendimento (customização), os novos mercados e negócios nos setores da logística, do varejo, do e-business, e-comerce, e-learning, “e-tudo”, viabilizam, em tese, o consumo total, mas exigem a democrática distribuição de renda para financiar o consumo em todos os níveis sociais e dinamizar a economia global e micro setorialmente.
 Esse é o cerne do conflito interno do capitalismo: criar mercados e incluir consumidores. Como fazer para isso se tornar realidade?
O presente mercado potencial de sete e meio bilhões de consumidores é um desafio moderno que os Oligopólios terão que vencer. Esse dilema é antigo, mas com o aparecimento da Tecnologia de Informação e comunicação como nova variável – ator decisivo nesse jogo, ele muda de configuração.
A Tecnologia de Informação viabilizou a Internet e seu impacto se estende por todos os setores da vida, e essa grande transformação está apenas no começo.
São imprevisíveis as consequências geradas pelas infinitas possibilidades de aplicação do saber e da tecnologia ao mercado de consumo. A diversidade social, a fragmentação de mercados em contraposição à massificação anonimalizante da globalização, e a crescente força de mercado do indivíduo consumidor, como estrutura social dotada do poder de escolha gerada pelo excesso de oferta entre os competidores, pode configurar um cenário de negócios complexo e multivariado, com um dinamismo e fugacidade sem precedentes históricos. Caminhamos para uma economia aprofundada exponencialmente do prisma da competição e cheia de possibilidades de crescimento para as empresas, desde que se dotem de saberes técnicos e competências gerenciais capazes de captar tendências de consumo, elaborem e programem as estratégias adequadas à sua sobrevivência. O que se prevê, para breve,  é o crescimento exponencial da competição e seu impacto contundente sobre todos os setores da sociedade.
A Cibersociedade demanda um novo ser social. A educação virtualizada e as técnicas de mercado aplicadas ao produto humano tendem a fortalecer a dinâmica dessa sociedade ciberespetacular, embora ainda existam grandes distâncias sociais entre as economias e as culturas nacionais. Surgirão novos serviços, novas aplicações a velhos saberes, como, por exemplo, a psicanálise aplicada às neuroses cibernetizadas e a nutrição aplicada aos alimentos transgênicos.
Politicamente, a bioética se estrutura, entre outras questões,  para avaliar o fenômeno da clonagem e seu impacto social. Essas mudanças configuram um novo e fascinante tempo, no qual a realidade social se enriquece fenomenologicamente e o ser humano fica vez mais perplexo ante a sua capacidade de gerar novas aplicações para o saber e sua incapacidade para resolver problemas sociais seculares.
O Marketing Pessoal é vital para o sucesso e para a felicidadede quem o usa bem e corretamente, pois permite a instrumentalização de poderosas redes de relacionamento e conexão, bem como o estabelecimento de estratégias de vida que levam à felicidade e ao sucesso pessoal.
O sucesso não se caracteriza apenas pelo fato de ganhar dinheiro, mas sim pela capacidade de realizar projetos pessoais relevantes. Ser bem sucedido é ser capaz de transformar um sonho relevante em realidade.
A intensidade da relevância depende de cada ponto de vista, cada pessoa tem o seu grau de relevância, que se expressa diferentemente em cada momento da vida, por isso o sucesso é relativo. O que é estrutural é o fato de que todos podem, durante sua vida, realizar seus projetos pessoais. Esse é o encanto maior do marketing pessoal.

Segundo Kazuo Inamori (livro Paixão pelo sucesso) a fórmula do sucesso é “entusiasmo versus maneira de ver”. Daí, o fato de cada pessoa poder resolver seus problemas pessoais.

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