POLÍTICA NO DF

POLÍTICA NO DF

ESPAÇO PÚBLICO E USO DO SOLO

A gana dos especuladores imobiliários e o descompromisso do poder público com o bem-estar social e o futuro da cidade, deixa a sociedade brasiliense perplexa. Caberá à sociedade se organizar e mobilizar-se para pressionar e impedir que o GDF e a Câmara Distrital cometam mais um desserviço à cidade. O tombamento de Brasília merece críticas, sem dúvida, não pelo tombamento em si, mas pelo desleixo com que o GDF trata o patrimônio da humanidade.

É nítida a ação gananciosa dos especuladores, dos agiotas do espaço, que não demonstram sensibilidade social alguma e investem cada vez mais no caos urbano. O GDF deveria, se cumprisse sua missão de governar realmente, fazer avaliações reais sobre o possível impacto que a aprovação do chamado PPCub (Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília), causaria ao funcionamento da cidade, sobretudo nas áreas do Eixo Monumental e adjacências.

O desenho inicial da cidade contemplou imensos espaços abertos e áreas verdes, o que encantou analistas urbanos e cidadãos. Mas não avaliou que o crescimento da indústria automobilística e a estratégia de popularizar o veículo como propriedade privada,  em detrimento do transporte coletivo, geraria graves problemas de mobilidade, cujas soluções estão longe da capacidade gerencial do governo.

De nada adiantará a aparente boa intenção de construir dez mil vagas em estacionamentos subterrâneos, devido à distância interna entre os locais que os motoristas precisam ir, ao custo da manutenção, ao problema da segurança pública, da iluminação e de todos os demais entraves gerados pela incompetência gerencial do governo e do pouco cuidado que o brasiliense tem com o bem público, que  supostamente seria de todos.

Além do mais, dez mil vagas não irão resolver o problema de falta de estacionamento. Os problemas  só aumentarão devido à quantidade de carros, que são colocados no trânsito todos os meses.

A sociedade brasiliense precisa, sim, se mobilizar e impedir que essa proposta do PPCub, como está, seja aprovada. É preciso pressionar o governo, que busca a reeleição e os deputados distritais, que também estarão interessados em se reeleger. É preciso aprovar uma lei que favoreça o bem comum e impeça que os especuladores ganhem mais espaço.

É só olhar para o projeto do Noroeste, do ponto de vista urbanístico, de saneamento e ambiental, para ver o quanto houve de desleixo e descompromisso com o futuro. E olhe que o Noroeste era para ser uma cidade verde, auto-sustentável!

MAIORIDADE PENAL

O efeito perverso da aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente é chocante.

Um menor assassino matou cruel e covardemente com um tiro no rosto, à queima roupa, a menina Yorrally, sua ex-namorada, de apenas catorze anos.

Este criminoso cometeu o crime covarde a cento e vinte minutos antes de completar dezoito anos. O assassino covarde ainda postou na internet fotos da vítima executada, para se vangloriar do crime por ele cometido. Certamente sabia que seria abençoado pelo ECA e seria premiado com um curso de pós-graduação para assassinos juvenis durante apenas três anos, em algum CAJE da vida, no máximo.

Pois é, brasilienses, daqui a três anos, no máximo, teremos mais um psicopata solto  e louco para matar meninas covardemente. Um criminoso como esse assassino merecia um prêmio de 30 anos em regime fechado. É isso!

Não consigo entender a hipocrisia sistêmica dos legisladores brasileiros. Um crime deve ter uma punição compatível com sua gravidade. Não se deveria vincular crime com a idade do criminoso. Dessa forma, só se beneficia esses assassinos, que sabem o quanto a lei os protege, em detrimento das vítimas que, além de tudo, têm que sustentar esse sistema injusto, com seus impostos.

É hora de mudar o ECA. O Estatuto deve proteger apenas menores infratores e não menores assassinos.  Estes devem ser penalizados de acordo com a gravidade de seus crimes, independentemente de suas idades.

POLÍTICA

Enquanto políticos mais pragmáticos e objetivos definem suas alianças para iniciar a batalha pela sucessão no DF, Partidos ditos de esquerda não conseguem chegar a um acordo, sobre uma possível aliança, para disputar o governo com uma chapa competitiva.

É impressionante como esses partidos não conseguem definir um plano de ação conjunto. Gastam muita energia com discussões ideológicas e dogmáticas. Depois de tantos anos gastos com discussões teóricas e conjecturas vazias, já era para terem entendido que Marx não está na rodoviária, nem Lênin, no BRB.

Não haverá a sonhada revolução comunista no cerrado tupiniquim. É mais provável que, pela sua indefinição e fragmentação, contribuam para um segundo turno entre o atual governo e a turma do Arruda e  do Roriz. Em síntese: Brasília terá mais do mesmo. Sem novidades.

 

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