Realidade política e crise gerencial

Realidade política e crise gerencial
O GDF necessariamente terá que se preparar melhor para enfrentar ações de vândalos organizados e dispostos a enfrentar a polícia militar e destruir os patrimônios público e privado.
Essas ações criminosas são protegidas por políticos que alegam – alguns, serem justas e aceitáveis a violência e a destruição dos patrimônios público e privado, para chamar a atenção.
É evidente que novos embates acontecerão nos próximos meses. E a tendência é que sejam  violentos com ações mais agressivas. É inaceitável que depredem os patrimônios público e privado, cuja recuperação deverá ser custeada pelo cidadão, que paga impostos absurdos.
A disputa política entre oposição e situação é esquizofrênica, pois ambas têm responsabilidade direta pelo caos que se instalou nesse país, apenas mudou o comando circunstancialmente, mas as ações são resultados de alianças entre os mesmos grupos partidários.  Isso fica nítido quando se examina as listas dos envolvidos nos crimes investigados nas operações da Polícia Federal.  Os mesmos grupos políticos desviaram para si bilhões e bilhões de reais. E a população terá que arcar com o prejuízo causado pela roubalheira imensa, sem paralelo!
Evidentemente, a crise se aprofunda, à medida que as investigações da Lava Jato e de outras operações, como a Zelotes, que ainda não obteve o mesmo espaço na mídia, mas causou imenso prejuízo ao erário público, avançarem e as delações dos criminosos forem homologadas e a justiça funcione técnica e profissionalmente.
O Brasil viverá momentos de grandes tensões políticas e sociais. Mas o país precisa ser depurado. É preciso “passar o rodo”, para usar uma expressão popular, mas de fácil entendimento por todos. 
Mas é preciso atenção  para decodificar os interesses em jogo nesses conflitos. É claro que existem articulações entre lideranças de grupos que apostam no “quanto pior, melhor” e investem no acirramento das tensões com objetivos escusos e não republicanos. E há também as articulações lícitas de corporações e grupos sociais que serão prejudicados em seus direitos com a aprovação e aplicação das novas medidas de controle de gastos.
Acontece que o país vive sua pior crise, desde o advento da República. O nível de desemprego é inaceitável. A violência social atinge patamares absurdos. O desrespeito às leis e às instituições é criminoso. E quem mais desrespeita são as autoridades que estão no olimpo do STF e do Congresso. A população não somente não acredita nos políticos e nos juízes, como também os desprezam. E com razão, pois suas atuações visam  apenas  preservar seus interesses, em detrimento do interesse público e até da aplicação da lei.
Espera-se que ao final desse processo, tudo indica que está longe ainda, as instituições tenham desenvolvido mecanismos funcionais que as aperfeiçoem e que possam desfrutar da confiança e da admiração popular.
O mesmo acontece com a Câmara Legislativa do DF, cuja imagem é extremamente negativa.  O envolvimento de todos os membros da mesa diretora atual com ações criminosas e o afastamento da presidente da casa denota o baixo nível cívico e a irresponsabilidade com o exercício de tão relevante cargo.
A eleição de nova mesa diretora deveria, é utópico, mas deveria, se basear em compromissos legislativos com o bem comum e o interesse popular.
Os novos dirigentes poderiam se dedicar em criar uma base legislativa voltada para o planejamento do desenvolvimento  do DF e o uso racional dos recursos públicos e do meio ambiente.
 Deveriam contemplar, em suas discussões, temas relevantes como, por exemplo, o problema hídrico, a questão da mobilidade, da integração social, do desemprego, da segurança pública, da mudança estrutural no foco estratégico da cidade e se concentrar nas demandas do futuro próximo, que exigirá tecnologia competitiva e competência logística.
Isso requer formação de mão de obra qualificada e poderia ser uma alternativa positiva para a juventude, que já não aceita ações compensatórias.
O enfrentamento do crime organizado e seu impacto sobre as famílias mais carentes deveria receber um tratamento diferenciado do poder legislativo local. 
Mas, infelizmente, tudo indica que ações corporativas e voltadas para interesses pessoais e outros deverão prevalecer, mesmo na próxima mesa diretora.
O DF precisa mudar! Tomara que as eleições de 2018 sejam o marco de uma nova etapa política focada no desenvolvimento da capital do Brasil.

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