REALIDADE POLÍTICA E DESAFIOS DO GDF

REALIDADE POLÍTICA E DESAFIOS DO GDF
Os brasilienses tiveram  boas expectativas com o início do novo governo, mas logo viram seus sonhos serem adiados.

A amarga e covarde herança deixada pelo governo passado, que não cumpriu suas obrigações e penalizaram sobretudo servidores públicos e prestadores de serviços, prejudicou  a prestação de serviços indispensáveis ao bem estar da população e dificultou o início de um governo com bons projetos prometidos durante a campanha.

O Governador, motivado por diversas razões, apresentou  um pacote de “maldades”  à Câmara Distrital que, submissa ao executivo, aprovou uma série de medidas que irão impactar o bolso do contribuinte local, por meio do aumento de impostos diversos.

Aliado do governador no Congresso, o senador Reguffe demonstrou seu descontentamento, em pronunciamento na tribuna do senado, com essas ações do governador, que foram rebatidas pelo secretário de governo, alegando que o parlamentar desconhece a realidade do GDF. Teremos, tudo indica, bons embates entre essas autoridades.

Espera-se que quem ganhe com isso seja a população, que continua clamando pela melhoria dos serviços públicos.
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Parece que a falta de caixa para financiar as escolas de samba, trouxe um benefício ao carnaval da cidade, pois os blocos fizeram sucesso e a alegria do pessoal. Nunca entendi qualquer argumento que justificasse o governo financiar escolas de samba.
O carnaval de rua estimula a criatividade e a participação ativa da população. Os desfiles de escolas de samba profissionais têm outra lógica e merecem outro tratamento, que não o financiamento público.
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Agora que o carnaval acabou e a realidade volta à agenda pública e privada, é hora de avaliar a situação fria e gerencialmente.

O GDF precisa agir com rapidez. Todos nós estamos vendo o esforço feito pelo governador e sua equipe para reorganizar as coisas e criar condições objetivas de sair do caos deixado por um ex-governador que prometeu criar a “escola feliz”, mas não pagou os professores;  prometeu ser ele próprio o secretário de saúde, e a saúde está um caos.  As obras de infraestrutura estão inacabadas, a desmotivação do servidor público local é assustadora.

O que se vê realmente é o Detran afiando as garras para aumentar a arrecadação e penalizar o cidadão.

Seria bom que o nosso querido governador determinasse ao Detran tornar público quanto gasta  – da fortuna que detém – em campanhas educativas e educação de trânsito.

E também quanto investirá objetivamente para construir novos e seguros estacionamentos públicos e quando começarão essas obras.
Em relação ao Entorno, sobretudo no que se refere à mobilidade e à segurança pública, quando começarão a ser apresentadas soluções para os problemas estruturais que a população enfrenta?

É claro que levarão alguns meses até o atual governo conseguir por as finanças em ordem, organizar a infraestrutura educacional,  pagar os salários atrasados, atender melhor os doentes.

Mas pode começar imediatamente a  cobrar melhor atendimento dos servidores públicos à população.
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Em relação ao desempenho do governo, logo passarão os três primeiros meses, que servem sempre para uma avaliação  do potencial realizador de qualquer governo democraticamente  eleito. 

É preciso definir as prioridades e avaliar estrategicamente o que é possível fazer para minimizar as crises atuais e investir no futuro próximo. Antes de tudo, é preciso visão estratégica,  competência gerencial e capacidade política.

É hora de o próprio governador começar a falar com a população e mostrar garra e determinação para resolver os problemas que herdou e cumprir o que prometeu.
 Os desafios são imensos, mas ainda conta com o apoio popular e a admiração de muita gente.
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Espera-se que as diversas categorias profissionais como professores, médicos, policiais e servidores públicos diversos, que têm direitos e obrigações bem definidos por lei, tenham também capacidade de privilegiar o interesse público, antes dos interesses corporativos e negociem com o GDF democraticamente, sem greves, nem operações tartarugas e outras formas de sabotagem.
A hora é de negociação e entendimento. 

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