REFORMAS – AVANÇOS E RETROCESSOS

REFORMAS – AVANÇOS E RETROCESSOS
O processo político nacional tem se caracterizado por crises crônicas, com altos e baixos, muitas idas e vindas, mas sem resultados práticos e nada de objetivo.

São muitas questões que estão sendo debatidas, com intensidade e interesse variados. Como a reforma previdenciária, a reforma política e a reforma tributária, além de outros temas menos relevantes para a sociedade, mas importante para os parlamentares, como a discussão sobre o foro privilegiado, e sobre o abuso de autoridade.

Temas relevantes como a reforma da previdência marcaram muitas discussões na comissão especial. Não houve consenso.  A proposta do governo, além de ser dura e até radical, penaliza o trabalhador comum, mas favorece corporações do setor público e os militares, principalmente.

Em política, as negociações, para serem bem sucedidas, têm que ser mais flexíveis e a lógica do ganha/perde precisa ser bem digerida: quem perde agora, sabe que pode ganhar lá na frente, e vice versa. Não é o que o governo está propondo. 

No senado, haverá, tudo indica, uma CPI da previdência, que dará palco e visibilidade a políticos de oposição à proposta e que podem se cacifar para se reelegerem em 2018.

Mantida essa forma de negociação, o governo não conseguirá aprovar sua proposta. O grande mérito dessa questão  foi a colocação do problema previdenciário em discussão com o parlamento e com a sociedade. Evidentemente,  a previdência social é fundamental para a paz social e a garantia da manutenção de direitos conquistados a duras penas pelos trabalhadores.

Mas enquanto não se gerar emprego, não será possível pensar na manutenção desse modelo previdenciário. O que significa que a estabilidade futura depende do crescimento econômico no presente.

 Como a economia não reage de forma suficiente para conter o desemprego, do ponto de vista estratégico, é inviável essa reforma. Necessária, mas inviável, nesse momento, com essas condições.

Haverá muito discussão. O debate tem seu mérito, trará à tona a realidade do sistema previdenciário brasileiro.  O governo argumenta que o sistema está em  estado pré-falimentar, outros setores alegam que é problema de gestão, que a previdência não está quebrada. Falta coragem política para fazer reformas estruturais, pelo jeito.

Espera-se  que propostas factíveis sejam apresentadas, analisadas com responsabilidade e decisões corretas sejam tomadas e implementadas, claro.

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