SEGURANÇA NAS OLIMPÍADAS

SEGURANÇA NAS OLIMPÍADAS

A preocupação com a segurança nas Olimpíadas cresce sobretudo depois dos atentados ocorridos na Europa e em outras regiões. Esses acontecimentos têm impactado  a ação gerencial do governo brasileiro na preparação dos serviços de segurança durante as Olimpíadas. O envolvimento do Ministério da Defesa, a ação compartilhada da polícia federal e de outras forças policiais expressam bem a dedicação do governo para prover segurança durante os jogos. O modelo adotado foi gestado e implementado, com eficiência, durante a Copa do mundo de futebol.

 As Olimpíadas são mais complexas e requerem mais esforços gerenciais para atender a todos os aspectos de segurança, uma vez que em torno de 40 modalidades esportivas serão disputadas, quase que simultaneamente, em diversos ambientes e distantes entre si.

Nesse aspecto, a logística da segurança exige esforços redobrados do governo, não só no que se refere à mobilidade urbana, cinturões de segurança no entorno dos ginásios e locais de competição, mas também no abastecimento de água e iluminação e demais serviços públicos. Isso exige grande integração entre o governo municipal, o estadual e o federal. Cada qual com suas competências. Não pode haver improviso. E isso no Brasil…

 

A segurança pública é um dos principais serviços que a população carioca demanda e os esforços feitos para produzir a paz social são significativos, não obstante ainda acontecerem conflitos armados entre quadrilhas e beligerância entre o narcotráfico e  forças policiais. Há, na realidade, uma verdadeira guerra sendo travada em várias regiões da chamada cidade maravilhosa, já não tão bela assim. O índice de assassinatos e mortes banais  é exponencial no Rio de Janeiro.

 

Haverá muita ostensividade das forças policiais e armadas em pontos estratégicos, com objetivo de gerar sensação de segurança pela presença física dessas autoridades.

 

Isso poderá conter ações criminosas em parte. Dificilmente, o criminoso comum, o batedor de carteiras, o menor criminoso, se intimidarão diante dessas forças.

Há também uma preocupação  crescente com a possibilidade de atentados terroristas durante os jogos. As autoridades governamentais alegam que é  mínima essa possibilidade, mas estão atentos. Há, sim, troca intensa de informações, acompanhamento e triagem de pessoas suspeitas que poderão vir ao Brasil. Nunca é demais lembrar que o país tem 16 mil quilômetros de fronteira seca e 9 mil  de  marítima. São inúmeros os aeroportos clandestinos. É muito difícil controlar tudo isso. Mas os esforços  feitos são significativos.  E é possível que os jogos transcorram em paz. Mas nunca se sabe…

As disputas políticas em torno dos jogos olímpicos decorrem da visão paroquial  e corporativa que grassa no seio do jogo político brasileiro, onde empreiteiras e políticos dão as cartas e se apropriam do dinheiro público apostando na impunidade. Espera-se que logo após os jogos, as investigações da Lava a Jato cheguem também ao Rio de Janeiro olímpico e sejam levantados, de forma cristalina, como foi aplicado o dinheiro público e puna-se exemplarmente aqueles que cometeram crimes e louve-se, também com mérito, aqueles que, se existirem, prestaram serviços legalmente.

 

 

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